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Obesidade na infância e na adolescência

 

A obesidade infantil é uma doença nutricional que tem gerado muita preocupação por parte dos médicos, não só pelo grande aumento na sua freqüência mas também por suas conseqüências sociais, psicológicas e orgânicas. Torna-se cada vez mais importante a prevenção e tratamento precoces, devido as ligações que a O.I. (obesidade infantil) apresenta com doenças da vida adulta, como hipertensão arterial, diabetes e doenças cardiovasculares; além de alterações ortopédicas e dermatológicas. São comuns alterações como hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, micoses, estrias, deslizamento de cabeça de fêmur, osteocondrite de joelho, etc...

Estudos realizados nos EUA demonstram uma prevalência entre 10 e 30% de O.I., com um aumento de 50% nos últimos 20 anos. No Brasil, mais de 15% das crianças são obesas e 50% estão acima do peso ideal. Menos de 3% destas crianças apresentam alguma alteração endócrina ou metabólica, sendo que mais de 95% são obesas devido a causas exógenas, como excesso de alimentação e/ou falta de atividade física. 

Nos países industrializados, a maior incidência de O.I. encontra-se entre as populações de baixa renda, devido a falta de acesso a programas educacionais e ao consumo de alimentos de baixo custo, que têm maior valor energético. Já nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, a O.I. surge como um grave problema entre as classes sociais mais privilegiadas, pois o estilo de vida urbano favorece o sedentarismo. A carência de espaços para a realização de atividades esportivas e o medo da violência nas ruas faz com que as crianças passem boa parte do tempo dentro de suas residências, frente à TV, computadores e videogames, atividades estas que gastam pouca energia e favorecem o consumo de alimentos. 

? consenso que cerca de 70% das crianças obesas se transformarão em adultos obesos e que boa parte delas têm pelo menos um dos pais portadores desta distrofia. O risco para a obesidade é tanto maior quanto mais velha for a criança, mais intensa for a doença e quando ela estiver presente também em seus pais. Além disso, o adulto cuja obesidade iniciou-se na infância apresenta maior dificuldade em relação à perda de peso. 

Os fatores genéticos são os grandes determinantes da doença, mas ela pode ser decorrente também de fatores culturais e psicossociais. A obesidade só ocorre quando houver um desequilíbrio ente a ingestão e o consumo de energia. Portanto, é necessária a presença de um ambiente favorecedor; e a maior oferta calórica é o principal fator para este desequilíbrio. 

Problemas psicológicos também estão presentes na gênese da obesidade infantil, pois podem alterar o comportamento da criança em relação aos alimentos, transformando-os em símbolo de segurança e afeto. Muitas vezes, uma alteração de comportamento leva a criança a isolar-se, realizando menos atividade física e com isso facilitando o ganho de peso. 

Existem vários índices para avaliar a obesidade infantil, porém o mais utilizado pelos pediatras são: o acompanhamento da curva de crescimento realizado durante as consultas de rotina e o Öndice de Massa Corpórea (IMC). Nestas avaliações pode-se estimar uma tendência precoce à doença e iniciar condutas de prevenção, o que é ainda o melhor tratamento. 

O objetivo final desse tratamento é a mudança no estilo de vida de toda a família e sua participação é fundamental para a obtenção de bons resultados. 

A abordagem deve ser multidisciplinar, envolvendo acompanhamentos pediátricos, nutricionais, psicológicos e atividade física regular para todas as crianças; sempre por profissionais especializados nesta área. Visa-se à diminuição da relação entre o Peso e a Altura da criança sem que haja alteração da velocidade de crescimento. Na obesidade leve e moderada o objetivo é diminuir o ganho de peso e não reduzi-lo, visto que a criança estando em crescimento haverá uma normalização natural da relação peso/altura; e somente na obesidade grave necessitamos de diminuição de peso. 

Causas da obesidade na adolescência

A obesidade tem diversas causas. Dentre seus fatores predisponentes estão:

Consequências da obesidade na adolescência

Muitos são os agravos de saúde relacionados com a obesidade na adolescência, sendo os principais:

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Como lidar com a obesidade na adolescência

O sobrepeso e a obesidade devem ser combatidos e tratados precocemente, para evitar agravos na saúde durante a juventude e depois, no decorrer da vida. Estudos em adultos mostram que 70% das doenças como coronariopatia, câncer e diabetes podem ser prevenidos com a perda ou controle de ganho de peso nas primeiras 2 décadas de vida. Crianças e adolescentes têm o benefício de se valer do crescimento para melhorar a proporção peso/altura. Para eles, o fato de não ganhar peso, mesmo não emagrecendo, já surte resultado, pois continuam crescendo.

É consenso entre os especialistas que a mudança de estilo de vida é o principal meio para a redução e controle do peso. Além da reeducação alimentar e do estímulo à atividade física, certos hábitos devem ser modificados, tais como comer assistindo televisão e não ter rotina para as refeições.

A dieta recomendada é rica em fibras e ômega 3, como verduras, legumes, frutas, castanhas e peixes e pobre em açúcares, sal e gorduras. Os alimentos industrializados devem ser evitados ou controlados, tais como salgadinhos, frituras, bolachas, sucos e chás adoçados. É preciso tomar cuidado para não exagerar na restrição calórica, já que crianças e adolescentes necessitam de energia e nutrientes para o seu crescimento e desenvolvimento.

Aconselha-se atividades físicas diárias durante 60 minutos, sendo que 3 vezes na semana devem ser de média a alta intensidade. Também faz parte do combate ao sedentarismo restringir o tempo dedicado às telas, ou seja, a somatória do tempo em atividades no computador, televisão, celulares e tablets não deve ultrapassar 2 horas ao dia.

Quando a obesidade for consequência de alguma doença, ou deixar sequelas do ponto de vista físico ou psíquico, o tratamento será orientado pelo médico ou psicólogo.

As famílias obesas devem ter em mente que as pessoas não conseguem modificar seus genes, mas podem melhorar seus hábitos, encorajando seus filhos a se alimentarem de forma saudável e a praticarem atividades físicas. Essas mudanças trazem benefícios para todos os membros da família, inclusive para as próximas gerações, que irão crescer em um ambiente saudável e sem os riscos associados à obesidade.

 

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